
A prisão de Sara Winter nesta segunda (15) pela Polícia Federal repercutiu entre políticos aliados e de oposição ao governo Bolsonaro. Sara é a porta-voz do grupo autodenominado 300 do Brasil. Ela foi presa no inquérito que apura manifestações antidemocráticas, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes).
Já a colega dele, deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) considerou um exagero a prisão de Sara. Ela contou que já tinha pedido para a ativista “baixar a temperatura” dos protestos por conta da pandemia de covid-19.
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“Sara Winter foi presa aparentemente por conta dos fogos q soltaram no sábado em frente ao STF. Mas estamos em meio a uma pandemia, uma quarentena q está levando milhões à fome e desemprego. Pedi há alguns dias à própria Sara que baixassem a temperatura por conta deste momento”, escreveu. Ela fez o contrário, aumentou a temperatura e tem uma personalidade explosiva, mas nem de longe é uma pessoa perigosa. Estamos em tensão constante, pois membros do STF vem invadindo os poderes legislativo e executivo”, afirma.
Para finalizar, Carla questionou se também corre risco de ser presa. “Corro o risco de ser presa também? E os demais que estavam com ela e tomaram spray de pimenta enquanto rezavam o Pai Nosso, correm risco? Zé Rainha se tivesse feito o mesmo, estaria preso? Onde estão os movimentos defensores de mulheres?”.
“Sara Winter, líder do movimento de extrema direita 300 é presa em Brasília. Os filhos do Bolsonaro se protegem atrás do mandato parlamentar e estimulam essas pessoas a atacarem o Supremo Tribunal Federal”, disse o deputado Paulo Teixeira (PT).
Marcelo Freixo (PSOL-RJ) disse que Sara faz parte de uma “milícia política” e praticou atos violentos contra instituições democráticas, além de espalhar fake news. “São muitos os crimes de Sara Winter. Nenhum deles é mais grave do que os cometidos por Jair Bolsonaro e seus filhos”, pontuou.