
Pessoas que tiveram o CPF usado indevidamente para acessar o Auxílio Emergencial relatam dificuldades para denunciar o crime à Caixa Econômica Federal. O horário reduzido de atendimento nas agências e as longas filas de espera no atendimento por telefone impedem que as fraudes sejam devidamente informadas. Outra dificuldade relatada é a instabilidade do sistema de Caixa Econômica Federal para registrar boletins de ocorrência pela internet.
Iara Dávilla é uma das vítimas desse tipo de crime. Ela teve o CPF usado por criminosos, que usaram os dados dela para acessar indevidamente o Auxílio Emergencial pago pelo governo federal durante a pandemia do coronavírus. Por trabalhar com carteira assinada, ela imaginava que não teria acesso aos R$ 600 e só descobriu a fraude no momento em que foi checar sua situação junto à Caixa.
Iara conta que não fez a solicitação, mas percebeu que seu cadastro aparecia como “aprovado”:
Para fraudar o auxílio, os criminosos usam os dados completos das vítimas: nome, CPF, data de nascimento, nome da mãe. Por trabalhar em horário comercial, Iara conta que não consegue ir a uma agência para fazer a denúncia:
Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que “eventuais contestações de saques podem ser formalizadas diretamente em qualquer agência da Caixa”. O banco diz que atua ao lado dos órgãos de segurança para minimizar os riscos de fraude. Quando há suspeita de crime, as informações são repassadas à Polícia Federal, que fica responsável pela investigação. Para os casos em que houver saque fraudulento comprovado, o beneficiário será ressarcido. O cidadãos pode checar a situação do auxílio emergencial por meio do site: consultaauxilio.dataprev.gov.br.
A reportagem aguarda o retorno da Polícia Civil do Paraná sobre a estabilidade do serviço da Delegacia Eletrônica.
Reportagem: Angelo Sfair| BandNews