TAILÂNDIA: Hospitais criam protetores faciais para recém-nascidos contra o coronavírus
Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, 2.473 pessoas já foram infectadas pela Covid-19 no país, 33 morreram e 1.013 se recuperaram

Hospitais na Tailândia estão adotando um novo método para proteger os recém-nascidos da pandemia do novo coronavírus: máscaras faciais especialmente feitas para os bebês que servem de escudo contra partículas do ar.
+Mandetta sobre quebra do isolamento: “Vamos pagar o preço”
+Adolescente indígena de 15 anos morre após contrair Covid-19 em Roraima
Fotos foram divulgadas nas redes sociais e se sabe que, pelo menos, os hospitais Praram 9 e Paolo Samut Prakarn estão adotando o método. “Temos medidas extras de proteção para crianças e amigos, com proteção facial para recém-nascidos. Tão bonitinho!”, escreveu o Hospital Paolo escreveu em sua página no Facebook.
Apesar de fofinho, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) não recomenda o uso de máscaras para crianças menores de dois anos. O motivo? A máscara não deve ser usada por pessoas que não sejam capazes de removê-la sem assistência, inclusive adultos, porque podem causar sufocamento.
Leia também: 6 motivos para ficar mais otimista com o combate ao coronavírus
As imagens divulgadas mostram que os hospitais não estão usando uma máscara comum, mas uma espécie de “escudo” que, aparentemente, não dificulta a respiração do bebê.
Foto: Reprodução
No caso das crianças, pediatras ouvidos pelo site LAist apontam ainda outros problemas, como o tamanho das máscaras, por exemplo, visto que elas não são eficientes se não estiverem corretamente ajustadas ao rosto. Outro fato abordado é de que a criança tende a tocar na máscara, então, pode se contaminar por outros canais; máscaras molhadas são consideradas sujas, e crianças costumam babar, salivar e ter o nariz escorrendo; e, por último, o incômodo causado pela máscara, que pode irritar as crianças.
Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, 2.473 pessoas já foram infectadas pela Covid-19 na Tailândia, 33 morreram e 1.013 se recuperaram até esta sexta-feira (10).