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Ex-PM morto na Bahia tinha contas pagas por milícia, diz jornal

Material apreendido no escritório de um dos responsáveis pelo grupo criminoso mostra ligação

Adriano da Nóbrega, o ex-policial militar morto em uma ação em Esplanada, na Bahia, em fevereiro deste ano, tinha as contas pessoais e de familiares pagas por membros de um grupo miliciano, segundo revelou reportagem nesta quarta-feira (11).

Documentos apreendidos pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no escritório do homem responsável pelas finanças da quadrilha em Rio das Ostras mostram a ligação com o ex-PM. Ainda de acordo com a Folha, o material usado como prova pela Promotoria foi encontrado em janeiro de 2019, quando foi deflagrada a Operação Os Intocáveis.

O MP do Rio encontrou faturas de cartão de crédito, boletos de contas de energia e recibos em nome de Adriano e também anotações com referências à mulher do ex-PM, Julia Lotuffo.

Adriano morreu fuzilado em 9 de fevereiro após supostamente revidar com tiros uma operação para prendê-lo. Ex-PM do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio, ele era suspeito de chefiar a milícia Escritório do Crime, investigada pela morte da vereadora Marielle Franco (PSOL), em 2018.

Adriano teve a mãe e uma ex-mulher empregadas no gabinete de deputado estadual do atual senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. Elas aparecem na investigação sobre apropriação de salários de funcionários no antigo gabinete de Flávio. A família Bolsonaro cobrou investigação independente do caso e lançou suspeitas de que ele tenha sido morto como “queima de arquivo”.

Dias antes da morte, capitão Adriano e sua companheira, Julia Lotufo, disseram que ele temia ser assassinado.

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