
O dançarino uruguaio Andrés Maximiliano Alonso Pena, 31 anos, foi assaltado e espancado por um grupo de homens na madrugada deste domingo (23), enquanto voltava de um camarote onde trabalhava, em Ondina. Ele foi agredido e deixado no local, mas conseguiu chegar até o bairro do Rio Vermelho, onde mora com duas amigas argentinas há 11 meses.
Ao CORREIO, uma das amigas de Andrés, que preferiu não ser identificada, contou que o dançarino já foi liberado do Hospital Geral do Estado (HGE) e está em casa consciente. No entanto, ele ainda reclama de muita dor pelo corpo e está bastante assustado com a situação.
“Ele está um pouco melhor, mas ainda sentindo muita dor. Ele foi suturado e recebeu alta depois de algumas horas no hospital. Foram pancadas muito fortes. Ele estava trabalhando num camarote, é a primeira vez dele no Carnaval. Ele está muito assutado ainda, sem entender o que aconteceu, pois estava voltando do trabalho e roubaram tudo dele. Ninguém socorreu ele. Ele conseguiu se arrastar sozinho até em casa e levamos para o hospital”, contou a amiga, que revelou que mora em Salvador há quatro anos e nunca passou por uma situação parecida, até presenciar o acontecimento com o amigo.
“Pelo fato de a gente ser de fora, temos medo. Agora, ele está sem dinheiro, sem celular, ele trabalha com celular. Nós somos de fora, mas também somos correria. Tenho quatro anos aqui e ele 11 meses. Nunca aconteceu nada comigo em todos esses anos por aqui, e é a primeira vez que presencio isso com alguém. Moramos juntos, eu ele e outra amiga argentina. A gente se cuida muito”, explicou a jovem.
Apesar de não estar presente quando o amigo foi agredido, a jovem afirma que o rapaz relatou que não havia policiamento no local e que, por pouco, o amigo não morreu.
“O que nos chama atenção é que no local não havia polícia. A gente mora no circuito e não tinha polícia nenhuma na hora. Pelo o que deu para ver, era uma turma de jovens, todos armados com ferro, batendo nas pessoas e roubando, e ninguém fez nada. Todo mundo que passou naquela região pasosu por isso. Para mim, isso não são jovens, são animais. Estavam fazendo arrastões, não foram parados por ninguém. Não queriam apenas roubar, eles foram violentos. Bateram tanto que meu amigo quase morre”, pontuou.