Homem que denunciou o tráfico de bebês abortados é condenado a pagar US$ 870.000

Para David Daleiden, o homem que integrou uma equipe de pessoas responsável por denunciar o tráfico de órgãos de bebês abortados na clínica Planned Parenthood, a justiça não apenas deixou de ser feita para ele, como está colocando em ameaça a liberdade de comunicação nos Estados Unidos.
A denúncia feita por Daleiden e seus colegas repercutiu no mundo inteiro. Eles se infiltraram nos bastidores da clínica abortista em 2015 e conseguiram obter gravações em áudio e vídeo que apontam a indústria do tráfico de órgãos de bebês abortados nos EUA.
A investigação de Daleiden resultou em um trabalho chamado “Projeto de Capital Humano”, mas a Planned Parenthood decidiu reagir na justiça, utilizando todo o seu poder. Como resultado, o jornalista independente e a sua equipe foram condenados a pagar em indenização à clínica US$ 870.000 dólares.
“Enquanto as principais testemunhas da Planned Parenthood passaram seis semanas testemunhando sob juramento que os vídeos secretos são verdadeiros e a Planned Parenthood vendia órgãos fetais […], um juiz tendencioso com laços próximos da clínica passou seis semanas tentando influenciar o júri […] e suprimiu as evidências em vídeo”, afirmou Daleiden ao Life Site News.
“Este é um precedente perigoso para o jornalismo cidadão e os direitos civis da Primeira Emenda em todo o país, enviando uma mensagem de que falar verdade e fatos para criticar os poderosos não é mais protegido por nossas instituições”, continuou Daleiden.
Em uma das gravações apresentadas por Daleiden, Ruth Arick, consultora abortiva da Choice Pursuits Consulting, afirmou que existe uma demanda comercial por órgãos e corpos inteiros de bebês abortados para fins de experiência.
“Agora, em muitos lugares, alguns pesquisadores procuram fetos inteiros, nos estágios iniciais, para que possam dilata-los mais, por isso tentamos extrair um feto inteiro através da cânula, mas, novamente, a dilatação excessiva pode ser um risco para a mulher, então você sabe, é um jogo”, afirmou a mulher.
Apesar da condenação contra Daleiden e a sua equipe, a sua advogada Sandra Merritt e membros do conselho do Center for Medical Progress, grupo que fez a perícia sobre o material coletado, vão recorrer da decisão.
Fonte: G+