EUA: George Floyd e policial que o asfixiou trabalharam juntos
Os dois se conheciam há anos; caso gerou grandes protestos nos EUA

O policial Derek Chauvin, que usou o joelho para pressionar o pescoço de George Floyd, que morreu depois de repetir várias vezes que não conseguia respirar, conhecia a vítima há anos. O caso foi em Minneapolis, nos EUA, e provocou protestos intensos por conta de mais uma morte de um homem negro em uma ação policial.
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O caso está tendo bastante repercussão nos EUA. O presidente Donald Trump, que afirmou que o FBI iria investigar o comportamento dos policias no caso, que foi registrado em vídeo, voltou às redes sociais para criticar os protestos após a morte. Uma delegacia de polícia teve o prédio queimado por manifestantes.
Trump chamou os manifestantes de bandidos e afirmou que ofereceu apoio militar ao governador do estado, criticando o prefeito de Minneapolis, que é democrata. “Quando os saques começam, os tiros começam”, escreveu o presidente. O Twitter sinalizou a mensagem por “glorificar a violência”, o que vai contra os termos de uso da rede – Trump e a rede social estão envolvidos em uma disputa à parte.
O ex-presidente Barack Obama usou o Twitter para convocar os americanos a criar um “novo normal” depois da morte de Lloyd. “É natural desejar que a vida ‘só volte ao normal’ enquanto uma pandemia e crise econômica acontecem ao nosso redor. Mas temos que lembrar que para milhões de americanos ser tratado diferente por conta da raça é trágica, dolorosa e irritantemente ‘normal”, escreveu. “Isso não devia ser ‘normal nos EUA de 2020. Se queremos que nossas crianças creçam em uma nação que faça jus à sua mais alta ideia, podemos e devemos ser melhores”, continuou. Já Joe Biden, que deve ser confirmado como indicação dos Democratas para a disputa presidencial, escreveu uma mensagem de apenas uma palavra: “Chega”.
Artistas também se manifestaram. A cantora Taylor Swift criticou o posicionamento de Trump. “Após inflamar a supremacia branca e o racismo durante todo o seu governo, você tem a coragem de fingir superioridade moral antes de ameaçar com violência?”, escreveu em seu Twitter. “‘Quando os saques começam, os tiros começam’? Nós votaremos contra você em novembro”,
Durante a cobertura dos protestos nesta sexta, uma equipe da rede CNN foi presa. Segundo comunicado da emissora, três jornalistas foram presos “por fazererem seu trabalho, mesmo se identificando”. O correspondente Omar Jimenez foi liberado pouco depois.