
Nos últimos dias viralizou o vídeo de uma mulher negra de 51 anos sendo imobilizada por um PM pisando em seu pescoço em Parelheiros, no extremo sul de São Paulo. A cena lembrou a morte de George Floyd, que foi assassinado em circunstância parecidas.
Não foi apenas o público que notou a semelhança. A vítima disse, em entrevista ao programa Encontro da Fátima Bernardes, da TV Globo, que achou que iria morrer igual o americano.
“Achei que iria ser morto como ele [George Floyd]. Eu estava no chão e lembrava daquela cena dele. Achei que iria morrer ali”, disse a mulher.
A vítima da violência policial não quis se identificar, mas é uma mulher viúva, com cinco filhos e dois netos. Ela disse que os netos e filhos viram a imagem na TV depois, e ficaram indignados.
“Ainda não consigo dormir, acordo de noite várias vezes”, disse ela.
A vítima disse ainda que não voltou ao bar onde a violência ocorreu pois está com problemas na parte que quebrou durante o incidente com a PM. Ela foi socorrida ao hospital e passou por uma cirurgia.
A mulher disse ainda que achou que o policial que a imobilizou estava “agressivo”. “Ele estava fora de si”, afirmou a vítima.
O ato do policial militar de pisar no pescoço de uma mulher negra de 51 anos para imobilizá-la foi errado e não faz parte do procedimento operacional da corporação, informou ao G1 o porta-voz da PM de São Paulo, capitão Osmário Ferreira. Segundo ele, a Corregedoria da PM instaurou inquérito militar em maio para apurar o caso assim que soube das imagens.
Os dois PMs que aparecem no vídeo estão afastados do serviço ativo da corporação em maio, quando o vídeo foi descoberto.
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