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Vídeo mostra suspeito de ofender e matar homossexual em SP

Plínio morreu na esquina da avenida Paulista com a Brigadeiro Luís Antônio.

Vídeos mostram o suspeito de ofender, esfaquear e matar o cabeleireiro Plínio Henrique de Almeida Lima, 30, na noite de sexta-feira (21).

As imagens foram reveladas pela TV Globo nesta terça-feira (25).

Plínio morreu na esquina da avenida Paulista com a Brigadeiro Luís Antônio. Segundo consta no boletim de ocorrência, ele retornava do Parque Ibirapuera com três pessoas quando dois homens começaram a ofendê-los.

Quando o grupo estava próximo à avenida Paulista, um dos acompanhantes de Plínio ficou irritado e discutiu com o autor do crime. O colega posteriormente agrediu o suspeito, que pegou uma faca e feriu Plínio no tórax. O autor do crime fugiu com o companheiro para uma estação de metrô.

“Tentamos segurá-lo, mas ele apontou a faca e perguntou se queríamos [ser esfaqueados] também. O amigo dele tentou acalmá-lo. Eles saíram andando como se nada tivesse acontecido rumo ao metrô”, diz o assistente administrativo Atos Henrique Dias de Souza, 30, um dos amigos do cabeleireiro. Plínio foi socorrido ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.

Seu irmão, Felipe Almeida Lima, acredita que se trata de um caso de homofobia. “Não tem outra justificativa”, afirma.

Ele conta que Plínio estava com o marido e que os outros dois colegas também eram um casal. Segundo os amigos lhe contaram, os homens ofenderam o grupo porque os casais estavam de mãos dadas. “Iríamos passar o Natal juntos. Infelizmente, aconteceu isso”, diz Felipe. “Nem animal é tão ruim quanto o ser humano.”

O caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil no 78ºDP e as investigações prosseguem para localizar o autor.

Segundo as testemunhas, o agressor é baixo, gordo, branco, cabelo e barba claros. O parceiro dele era moreno e alto. Ambos aparentavam ter cerca de 25 anos.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirma que equipes da delegacia analisam as imagens das câmeras de segurança do Metrô e dos vídeos do celular de uma testemunha e de prédios da região. Neste momento, todas as hipóteses são investigadas segundo o órgão.

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