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Venda de automóveis financiados volta a crescer no Brasil

Segundo dados do Banco Central, a carteira de veículos cresceu 12% em setembro quando comparada com igual mês de 2017

Consumidores brasileiros que conseguiram manter emprego e renda durante o período mais duro da crise voltaram a comprar carro nos últimos meses, reflexo de alguma recuperação de confiança após primeiros sinais da retomada econômica.

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Essa é a explicação de executivos da área de crédito a veículos de grandes bancos brasileiros para o crescimento nos financiamentos do segmento, que ajuda a alavancar as vendas no ano. Montadoras relatam otimismo com o resultado de 2018 mesmo após paralisação dos caminhoneiros, Copa do Mundo e eleições.

Segundo dados do Banco Central, a carteira de veículos cresceu 12% em setembro quando comparada com igual mês de 2017. Os dados aparecem também nos resultados dos bancos no terceiro trimestre.

De acordo com Leandro Diniz, diretor do departamento de empréstimos e financiamentos do Bradesco, a combinação de taxa de juro, envelhecimento da frota e o começo de uma curva positiva de confiança trouxe a demanda de volta para o mercado.

“Quem está com crédito é o mesmo [consumidor] que já tinha, mas agora as pessoas estão mais dispostas a trocar de carro”, complementa Rodnei Bernardino de Souza, diretor do Itaú.

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Quem tem veículo costuma trocá-lo, em média, a cada dois ou três anos, e são essas pessoas que começam a voltar ao mercado.

“Estamos crescendo em taxas ainda moderadas. A gente ainda tem um tempinho para chegar no número lá atrás, tem demanda reprimida, gente que adiou a compra e a troca do carro para entrar no ciclo de confiança”, diz André Novaes, diretor do Santander Financiamentos.

Ele diz que a previsão do ano é alcançar os 3 milhões de veículos produzidos, ainda abaixo dos 3,7 milhões alcançados em 2013, o recorde do mercado.

Ajuda a atrair clientes a queda da taxa básica de juros, que saiu de 14,25% ao ano para a mínima histórica atual de 6,50%. Com a forte competição nessa linha, os bancos tendem a repassar o custo menor ao consumidor.

Neste mês, por exemplo, bancos sinalizam financiamentos com taxas mínimas de 0,89% (sem considerar IOF e outros custos, como seguro que costuma ser incorporado a financiamentos mais longos e que encarece o crédito final). A taxa média mensal medida pelo Banco Central é de 1,7%, a menor do sistema financeiro destinada à pessoa física, ao lado do consignado destinado a servidores públicos.

As taxas baixas são possíveis, dizem, porque quando o cliente paga uma entrada, está menos disposto a deixar de pagar as prestações. Além disso, o carro é a garantia em caso de calote.

O que não significa que os bancos tenham afrouxado os critérios para conceder novos financiamentos.

“Os bancos lá atrás aprenderam mais a dar esse crédito e fizeram dever de casa. Os bancos não estão fazendo loucuras no crédito”, diz Novaes, do Santander.

Para o Bradesco, há um espaço grande de crescimento antes de mudança no apetite de risco.

“O banco tem pré-aprovado quase 6 milhões de clientes para compra de veículos. E pré-analisados outros 10 milhões”, afirma Diniz.

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