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Operação da PM no Nordeste de Amaralina tem quatro mortos e seis presos

Policiamento foi intensificado na região após assassinato do cabo Gonzaga

Desde que a Polícia Militar reforçou o efetivo no Nordeste de Amaralina, em decorrência do assassinato após tortura do cabo da PM Gustavo Gonzaga da Silva, 44 anos, seis supostos traficantes foram presos em flagrante e outros quatro foram mortos em alegados confrontos com policiais.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a última ocorrência aconteceu na tarde desta terça-feira (12), com as prisões de dois traficantes de drogas.

Magno dos Santos Araújo, o Homem Pedra, que estava foragido da Justiça com prisão preventiva decretada por homicídio, e Diego Emiliano Pereira Serrado foram capturados por homens do Pelotão Especial Tático Ostensivo (Peto) da 40ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Nordeste de Amaralina). Os dois estavam em uma localidade conhecida como Escadaria do Espetinho e foram flagrados com porções de maconha e R$ 75 em moedas.

 Anderson Andrade Alves, o Perninha, foi alcançado na última segunda-feira (11) com 27 porções de maconha. Indagado sobre o local onde armazenava mais entorpecentes, o criminoso levou os militares até a Rua do Japão onde Carlos Henrique dos Santos Souza terminou capturado. Com ele os PMs localizaram mais 26 porções de maconha e uma placa de colete balístico.

Outro preso foi Augusto Cesar Sacramento Santos, 25, mais conhecido pelo apelido de Bacalhau. Com ele foram encontrados 42 pinos de cocaína e R$ 600. Com informações preliminares de que Bacalhau praticava assaltos com veículos adulterados, uma varredura foi deflagrada e dois carros roubados encontrados, na Rua Cícero Simões. Os militares faziam patrulhamento, na Rua Saul, quando decidiram abordar o criminoso.

O último preso, ainda no sábado (9), é irmão de um suspeito de participar da morte do policial militar Gustavo Gonzaga da Silva. Reinaldo Costa Soares, 26 anos, é irmão e comparsa do criminoso Keka. Com ele equipes das Rondas Especiais (Rondesp) Atlântico apreenderam pinos de cocaína.

Reinaldo foi alcançado, na Rua do Balneário, quando, segundo informações anônimas, se preparava para fugir do bairro. O irmão e comparsa dele na quadrilha, popularmente conhecido como Keka, é suspeito, junto com Budigo, de participar do assassinato do cabo PM, nesta madrugada.

Mortos
Na noite da última segunda (11) e madrugada da última terça-feira (12), quatro homens foram mortos em alegado com a polícia militar na localidade de Santa Cruz, parte do Complexo do Nordeste de Amaralina. Segundo a Polícia Militar, todas vítimas fatais tinham envolvimento com o tráfico e passagem pela polícia.

Wesley Santos Batista da Silva, 22 anos, foi atingido por disparos de arma de fogo na região do tórax, na Rua Hélio Lacerda. Anderson Silva Machado, 19, foi atingido por disparos de arma de fogo na região do tórax. Ele estava com Rafael Souza Bispo Santos, também atingido no tórax. Outro homem, ainda não identificado, também foi baleado no bairro. A vítima, segundo a ocorrência, estava dentro de uma casa na Rua Emídio Pinho.

Durante o período citado PMs da Rondesp Atlântico e da 40ª CIPM apreenderam também cinco armas de fogo, entre elas submetralhadora e pistola calibre 9mm, munições, placa de colete balístico e drogas. “Continuaremos com as ações na região. Sempre dentro da lei e agindo com a força necessária contra aqueles que tentam atirar contra policiais”, avisou o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa.

Onda de violência
A onda de violência no bairro começou desde o último sábado (9), um dia após o policial militar Gustavo Gonzaga da Silva, 44, foi morto e torturado na Santa Cruz.

Para se ter ideia, o final de semana de 9 e 10 de junho foi o mais violento do ano. Foram registrados, segundo dados da SSP, 29 homicídios entre 0h de sábado e domingo. Além das mortes, foram registradas também outras três tentativas de homicídios.

“A determinação da Secretaria da Segurança Pública é sufocar o tráfico de drogas local e continuaremos 24h no bairro patrulhando”. A informação foi divulgada nesta terça-feira (12) pelo comandante da Rondesp Atlântico, major Edmundo Assemany, e se refere às regiões da Santa Cruz e Nordeste de Amaralina, onde o cabo Gustavo Gonzaga da Silva foi torturado e morto no sábado (9).

A SSP investiga se a onda de violência em Salvador e na Região Metropolitana (RMS) no último fim de semana foi uma retaliação pela morte de dois policiais militares na semana passada.

De acordo com o titular da pasta, o secretário Maurício Barbosa, a SSP investiga até mesmo a possibilidade de ação de um grupo de extermínio. Em entrevista ao CORREIO, ele destacou que foi um fim de semana ‘atípico’ – especialmente por sair de uma sexta-feira (8) em que não houve nenhum assassinato para registrar 17 no dia seguinte.

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