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Cheia de coincidências, França volta à final da Copa 20 anos depois de título

Final da Copa do Mundo será realizada às 12h deste domingo (15)

Uma das superstições mais famosas da França diz que se você pisar sem querer nas fezes de um cachorro na rua com o pé esquerdo, você terá sorte. Depois desta terça-feira, outra está prestes a integrar o imaginário dos franceses. Se você jogar uma semifinal de Copa do Mundo em um ano com final 8, com um ex-volante como técnico, com seu craque com a camisa 10 e marcar um gol com um jogador de defesa, conseguirá a vitória e chegará à decisão do Mundial. Foi assim em 1998, foi assim na partida em São Petersburgo, contra a Bélgica.

O triunfo por 1 a 0, com gol do zagueiro Umtiti, fez com que a maioria francesa no estádio fosse à loucura, 20 anos depois de experimentarem pela primeira vez essa sensação no Mundial em casa, quando Thuram marcou duas vezes na semifinal contra a Croácia. Didier Deschamps, volante naquela campanha de 1998, repete o feito de Aimé Jacquet, ex-cabeça-de-área que conseguiu levar Zidane e Cia. para a decisão contra o Brasil.

A Copa do Mundo daquele ano foi a consagração do maior camisa 10 do futebol francês e a competição de 2018 também pode colocar na história o melhor 10 que a França tem desde Zidane. Mbappé, com apenas 19 anos, pode não ter feito gols e nem ter sido brilhante contra os belgas, mas Zidane também não foi na semifinal de 20 anos atrás. E todo mundo se lembra do que ele foi capaz no jogo valendo a taça.

Quem brilhou mesmo pela França nesta terça-feira foi Lloris, com grande defesa no primeiro tempo e muita segurança durante a partida – 20 anos atrás, um dos personagens dos Le Bleus era o goleiro figuraça Barthez, mais uma coincidência para a conta. Griezmann também foi bem, se movimentou como nunca, armou o time, abriu espaços, também apareceu na frente para finalizar.

A Bélgica foi melhor no primeiro tempo, de forma mais contundente durante os primeiros 30 minutos, mas não soube transformar a posse de bola em gols. O time tentou variações táticas, jogadas individuais, mas nada foi capaz de realmente ameaçar o gol da França. A linha de quatro formada por Pavard, Umtiti, Varane e Hernandez, protegida por três volantes – Kanté, Matuidi e Pogba, é difícil de ser vazada.

No começo do segundo tempo, veio o gol da vitória. Ainda aos 5 minutos, Umtiti superou Fellaini na grande área e cabeceou sem chances para Courtois. Segura que só, a França conseguiu levar bem a partida até o final. As coincidências já eram mais do que suficientes. Para ela, falta apenas o desfecho de tudo ser o mesmo de 20 anos atrás. Domingo, a França pode bordar seu segundo escudo no peito.

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