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Caravanas começam viagens a Brasília para ver posse de Bolsonaro

s grupos são heterogêneos e incluem muitas famílias

Caravanas organizadas por movimentos de direita começam a viagem a Brasília para assistir à posse de Jair Bolsonaro, que será realizada na próxima terça-feira (1º). Na última quinta (27), 30 pessoas do grupo Direita Manaus partiram de avião à capital.

Entre este sábado (29) e segunda (31), mais 60 pessoas ligadas ao movimento deixarão o Amazonas, afirma o presidente do grupo, Carlos Lucoli. Pelo número de viajantes e pela condição das estradas que levam de Amazonas e Brasília, o organização optou por ir à posse em voos comerciais.

“Começamos a nos preparar quando acabou o primeiro turno”, diz Lucoli, que comprou sua passagem no período. “A gente já vinha se preparando. Dizia: ‘Com certeza ele será o presidente da República, já compre suas passagens’. Quem se antecipou comprou por um valor agradável.”

O movimento Endireita Fortaleza, por sua vez, parte do Ceará na noite deste sábado rumo a Brasília em um ônibus com 56 lugares, no qual há famílias com crianças, idosos e adolescentes. “Vai gente de todas as faixas etárias”, diz Paloma Freitas, diretora administrativa do grupo. “Tem um jovem que fez 18 anos no mês passado e vai sozinho.”
Cada membro da caravana, que volta ao Ceará no dia 1º, pagou R$ 650, valor que cobre as passagens de ônibus e refeições. A hospedagem será na casa de uma amiga dos organizadores.

Segundo Freitas, a viagem foi planejada a pedido de membros do grupo, que gostariam de ir à posse. “A gente terminou o segundo turno cansado. Falei que não ia fazer a viagem, porque não tinha condições. Mas o pessoal ficava pedindo”, diz. Em meados de novembro, resolveram ir.

“A gente se sente recebendo a faixa, porque fez a campanha e teve um candidato no hospital desde o primeiro turno”, afirma. “É um momento muito, muito emocionante. Saber que você pode mudar a sua história e a do seu país. E é mudança feita pelo povo, não pela Odebrecht, pela Queiroz Galvão.”
Shil Luiz, parte do grupo Anjos da Guerra, organiza 49 ônibus com cerca de 40 lugares saindo de diversos estados para Brasilía. “De Porto Alegre saíram cinco ônibus na sexta (28) à noite e dois saíram do Rio”, conta.

Durante a campanha do segundo turno, membros de grupos do qual ele faz parte no WhatsApp e no Facebook começaram a pedir para que organizasse a viagem. Luiz conta que buscaram apoio de empresários, mas não conseguiram ajuda. Os participantes desembolsaram, então, entre R$ 500 e R$ 900 para pagar a viagem, que inclui hospedagem em hotéis.

Os grupos são heterogêneos, afirma, e incluem muitas famílias. “Muitos pais estão fazendo questão de levar seus filhos por acreditarem, como eu acredito, ser um evento histórico no nosso país. Cada um tem suas convicções políticas, mas ficamos à mercê da corrupção durante muito tempo. O que a gente está fazendo é dar um voto de confiança para o Bolsonaro e para esse novo governo.”

Agências de turismo também organizaram viagens para a posse. A empresa A Via, por exemplo, está vendendo 14 pacotes partindo do Rio e do interior do estado fluminense, assim como de Campinas (SP) e outras cidades, para passar a virada na capital federal.

No Rio, o grupo Caravana Amigos do Mito vai sair do Maracanã na noite deste sábado (30) para levar apoiadores ao evento em um ônibus semileito, por R$ 399. Após 24 horas de estrada, haverá uma confraternização de Ano Novo, com retorno logo após a posse.

Em Minas Gerais, a Associação dos Militares e Ex-Integrantes das Forças Armadas do estado oferece pacote partindo no domingo de Barbacena e passando por Belo Horizonte por R$ 450, levando cerca de 15 horas. Segundo o sargento Walfredo Rodrigues, presidente da organização, participarão da viagem 50 militares, ex-militares e civis. O preço inclui café da manhã, hospedagem em um hostel e seguro viagem.

Em Brasília, membros de caravanas farão reuniões com lideranças nacionais de outros movimentos de direita para discutir as estratégias para 2019 e 2020. “Nosso objetivo será as eleições municipais. O projeto de todos os movimentos é lançar candidatos às prefeituras e vereadores”, diz Lucoli, que é filiado ao PSL, partido de Bolsonaro.

Shil Luiz também participará de reuniões com outros grupos de direita no dia 1º. Ressalta que um dos motivos da viagem é comemorar a vitória de Bolsonaro, mas que se ele ou outros políticos não agirem em interesse do povo, os movimentos voltarão às ruas.

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