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Camisinhas: Associação de Consumidores realiza testes com marcas conhecidas

De acordo com a Proteste, o teste teve início com a análise da integridade da embalagem que envolve o preservativo

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O feriado de Carnaval se aproxima, e para aproveitar os dias de folia sem correr risco, é preciso lembrar de tomar alguns cuidados com a saúde. Para prevenir a gravidez indesejada e evitar a transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como a Aids, uma das principais armas é o uso de preservativos. Mas será que protegem tão bem quanto prometem? Para responder a esta pergunta, a Proteste – Associação de Consumidores testou as principais marcas do produto, com o objetivo de avaliar a qualidade e a segurança das ‘camisinhas’ disponíveis no mercado. Foram testadas as marcas Jontex, Olla, Prudence, Blowtex, Durex, Skin, Preserv e Vista-se, distribuída gratuitamente pelo Ministério da Saúde, e todas foram aprovadas.

De acordo com a Proteste, o teste teve início com a análise da integridade da embalagem que envolve o preservativo. Neste quesito, nenhuma marca apresentou problemas. Isso significa que as camisinhas estão devidamente protegidas contra calor, umidade excessiva e contaminações, tudo aquilo o que tende a prejudicar a eficácia do produto, esclarece a Proteste.

Também não foi encontrada qualquer desconformidade na rotulagem do produto, estava de acordo com a legislação, trazendo ao consumidor informações sobre composição, lote, data de fabricação, entre outras. A Proteste afirma, no entanto, que teve dificuldade em detectar a data de validade dos produtos Durex: em comparação às demais camisinhas, esse dado não estava tão em evidência na embalagem. Mas, ainda assim, a marca foi bem avaliada.

Chance de estourar é mínima

A Proteste admite que a chance de uma camisinha estourar não é algo fácil de ocorrer, mas não é impossível. A má qualidade da borracha ou falhas durante o processo de fabricação podem comprometer a eficácia do preservativo. Pensando nisso, para testar este item, os técnicos encheram cada um deles com ar, como se fossem balões, e ficou constatado que não há com o que se preocupar: a capacidade volumétrica e de pressão de estouro dos produtos respeita os padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que diminui, e muito, a chance de eles se romperem durante o uso. Também foi verificado se as camisinhas traziam orifícios. E a boa notícia é que não foram encontramos um buraquinho sequer nos produtos avaliados.

Testando a largura dos preservativos

O preservativo precisa cobrir inteiramente o pênis e ter largura apropriada, capaz de proporcionar conforto e de evitar que o produto deslize. Outro ponto importante: a medida deve, é claro, ser a mesma indicada na embalagem, permitida tolerância de dois milímetros para mais ou para menos. No que se refere à largura, ressalta a Proteste, nenhum produto desapontou. As camisinhas também provaram estar em conformidade quando o assunto é comprimento: todas respeitam o tamanho mínimo de 16 centímetros (desconsiderando-se o reservatório) estipulado pela legislação.

Quanto à espessura, que está relacionada ao conforto e à sensibilidade, 0,03 mm é a medida mínima exigida pela Anvisa para esse parâmetro. O teste mostrou que a Blowtex Extra Fino Sensitive se sobressaiu entre as demais por ser a mais fina, com espessura média de 0,054 mm. Outras que também se destacaram, sendo igualmente muito bem avaliadas nesse quesito, foram Preserv Extra Sensitivity, Durex Sensitive e Prudence Ultra Sensível, com 0,058 mm, 0,061 mm e 0,062 mm, respectivamente. A Vista-se mostrou ser a mais espessa, medindo 0,088 mm. Porém, ainda assim, ela é fina o suficiente para não comprometer o prazer durante a relação sexual, segundo o teste.

A Proteste observou ainda que os preservativos chamados finos ou sensitive são realmente menos espessos em comparação aos seus correspondentes tradicionais. A maior diferença ficou com a marca Skyn (0,015 mm a menos). Os produtos Blowtex e Preserv (0,013 mm a menos) ocuparam o segundo lugar. Já a Jontex apresentou a menor diferença: apenas 0,002 mm a menos.

Para a associação de consumidores, os resultados não deixam restar dúvidas de que os preservativos analisados garantem sexo seguro sim, mas alerta que, por melhor que a camisinha seja, não existe método infalível.

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