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Juiz mantém preso motorista que confessou ter matado a esposa grávida em Goiânia

Ele chorou durante audiência de custódia e disse que não tinha intenção de fugir. Filho da vítima, de 6 anos, estava na casa no momento do crime.

O juiz Jesseir Coelho de Alcântara determinou, em audiência de custódia realizada na tarde desta terça-feira (5), que continue preso o motorista Aginaldo Viríssimo Cuelho, de 50 anos. O homem confessou à polícia ter matado a mulher, a vendedora autônoma Denise Ferreira da Silva, de 34, que estava grávida de quatro meses. O homem chorou durante a sessão e disse que não tinha a intenção de fugir.

“Entendo a necessidade da custódia do investigado e converto o flagrante em preventiva. Decretada a prisão preventiva, ele vai aguardar, portanto, preso a investigação”, determinou o magistrado.

O crime foi cometido numa rua próxima da casa da mulher, em um condomínio do Setor Orienteville, na capital, na madrugada de segunda-feira (4). O filho dela, de 6 anos, presenciou o assassinato, segundo a polícia.

Aginaldo disse, durante a audiência, que não pretendia fugir. “Fiquei com medo da reação das pessoas e fui para lá. Eu já ia me entregar. Na verdade, liguei pra o doutor [advogado] e perguntei se poderia me entregar em Anápolis, ele falou que poderia, mas disse que era melhor vir pra Goiânia.”

Apesar da alegação do motorista, o promotor de Justiça Maurício de Camargos acredita que o suspeito tinha a intenção de fugir. Por isto, pediu que ele continuasse preso.

“Fato extremamente grave e repudiado pela sociedade, ainda se acumula o fato de que a vítima estava, ao que tudo indica, grávida. Por tentar fugir, ser um crime grave, peço que responda, até o julgamento, em reclusão”, afirmou o promotor.

Familiares

Familiares do motorista assistiram à audiência. Filho dele, o consultor de vendas Matheus Cuelho, de 19 anos, morava com o pai e não imagina o que o levou a cometer o crime.

“Ele sempre foi tranquilo, trabalhador, não sei o que pode ter levado a fazer isso, ato fora do normal, deve ter sido um momento de fúria”, disse o filho do motorista.

De acordo com o jovem, a família está chocada. “Todo mundo está abalado, surpreso, preocupado com ele, com a saúde dele”, disse o filho.

 Tia de Denise, Idivonete Ferreira Martins assiste à audiência de custódia  (Foto: Paula Resende/ G1)

Tia de Denise, Idivonete Ferreira Martins assiste à audiência de custódia (Foto: Paula Resende/ G1)

“Foi um alívio. A gente esperava a prisão para que, primeiro, não destruísse provas e, segundo, não ameaçasse ninguém”, afirmou a tia da vítima.

Após a audiência, Aginaldo foi levado para a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), pois a polícia solicitou que ele fique preso no local para a conclusão de diligências. Posteriormente, o motorista deve ser levado ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

Fonte: G1/

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