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Deadpool: humor de palhaço ou atitude de herói?

Piadista e violento, Deadpool está de volta às telonas, tirando sarro de tudo, inclusive dele próprio no filme estrelado por Ryan Reynolds

Pense aí numa metralhadora de piadas, algumas brutais e de péssimo gosto, mas que ainda assim vão fazer você gargalhar. Some agora doses generosas de sangue respingando por todo lado e uma tagarelice ilimitada. Visualizou? Pois é, Deadpool está na área, no segundo longa-metragem estrelado pelo misto de X-Men com mercenário assassino, que se descobriu mesmo na pele do anti-herói frenético, de humor sacana e politicamente incorreto.

Deadpool é isso, não espere uma trama heroica, com mensagens implícitas. E é justamente nesse prato raso que reside o seu melhor. Foi onde Ryan Reynolds encontrou o tom de seu personagem, uma caricatura que dá um show de tiração de sarro, inclusive dele próprio. Até com as próprias preferências, ele sacaneia. Reynolds explica: “Olha, acho que Deadpool é um pouco fluido. Você sabe, ele é um cara que tem mente aberta quanto a isso. Ele está apaixonado por Vanessa, que é o amor de sua vida e essa é uma parte fundamental da nossa história. É o alicerce de tudo que acontece. Mas ele é um cara imprevisível”.

Quando ponho a máscara, me sinto muito livre.  Não sei explicar, mas é como se eu liberasse o Deadpool 

Vanessa, interpretada mais uma vez pela brasileira Morena Baccarin, é um dos motes para um dos arcos da ação: Deadpool, alter ego de Wade Wilson, resolve se vingar do cara que sequestrou a namorada.  Paralelamente, e agora sim o propósito da trama, ele precisa enfrentar o supersoldado assassino Cable, vivido por Josh Brolin — que está em cartaz como outro supervilão, Thanos, de Vingadores: Guerra Infinita. Cable vem do futuro para matar o jovem Russell (Julian Dennison) e impedir que ele se torne um tirano superpoderoso quando for adulto.

Apresentado ao público do cinema em Wolverine: Origens (2009), Deadpool não emplacou naquela época. Afinal, chegou, mudo e sem livre arbítrio, como uma arma utilizada para matar mutantes. Em 2016, veio a grande surpresa, no filme de Tim Miller, com o personagem no tom correto, ou melhor, totalmente incorreto, graças ao humor escatológico e verborrágico. Tudo colado num timming preciso e ação marcante. Fonte: Correio 24 horas

 

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